Atualização COVID-19 e Gestação: Vacinar ou não?

Atualização COVID-19 e Gestação: Vacinar ou não?

O Ministério da Saúde publicou no dia 8 de Julho de 2021 a recomendação para imunização das gestantes com ou sem comorbidades a partir dos 18 anos. Não há necessidade de relatório ou prescrição médica para receber a vacina e os imunizantes aplicados devem ser, preferencialmente, os que não possuem vetor viral, ou seja, Pfizer ou CoronaVac.

A combinação da primeira e segunda dose com diferentes vacinas é chamada de intercambialidade e está contraindicada para grávidas até o momento. Exceto na Bahia onde a mesma está autorizada desde 11 de Agosto de 2021. As gestantes que receberam a primeira dose de AstraZeneca estão orientadoras a realizar a segunda dose, da mesma vacina, no puerpério (até 45 dias após o parto).

A Associação de Obstetricia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) se posicionou a favor do Programa Nacional de Imunização (PNI) orientando a vacinação das gestantes após constatar importante aumento na mortalidade materna por COVID-19. A taxa de mortes em gestantes chegou a 10% enquanto a população geral está em 2%. O que corresponde a um aumento de 238% em 1 ano. 10 mortes maternas/semana em 2020 no Brasil | 38 mortes maternas/semana em 2021 no Brasil.

Atualmente sabemos que a saúde da mãe afeta diretamente o desenvolvimento do bebê e que algumas infecções maternas podem ser transmitidas ao feto. Na COVID-19, pode haver transmissão materno-fetal pelo cordão umbilical, placenta, vagina e amamentação (leite
materno). Os benefícios superam os riscos e portanto, é indicado tanto a vacinação quanto a amamentação. Outra pesquisa com 263 gestantes infectadas mostra que 1% dos bebes testou positivo para o vírus e com apresentação de quadros leves e sem sequelas. Estudos estão sendo continuamente realizados para que tenhamos mais detalhes sobre a via de transmissão e mecanismo de ação do vírus.

Covid-19 e gestação: vacinar ou não? Ainda está na dúvida? Converse com seu médico mas não deixe de se vacinar.

Dra Stephani Ruschi

Sexo na gestação: O que os especialistas dizem?

Sexo na gestação: O que os especialistas dizem?

No Canadá, uma pesquisa foi realizada para avaliar a experiência sexual das gestantes. O resultado mostrou redução global do desejo e da frequência, tanto das gestantes, quantos dos parceiros, quanto o assunto é sexo na gravidez. Ambos apresentaram preocupação com complicações da gestação, como, parto prematuro e ruptura prematura das membranas ovulares (”bolsa rota”), em razão do ato sexual. Outro número que chama atenção é ter 34% das gestantes entrevistadas não sentindo-se a vontade para conversar com seus obstetras, mesmo sabendo que seria a melhor maneira de desmistificar o tema.

Entenda: o bebê fica protegido por várias camadas que vão desde o forte músculo do útero até o líquido amniótico. A relação sexual não afeta a gestação desde que você não tenha alterações na placenta ou não esteja em trabalho de parto prematuro. Também não causa abortamento. Está indicado suspender as relações sexuais em caso de sangramento vaginal anormal, perda de líquido amniótico, incompetência íntimo cervical, história de trabalho de parto prematuro. Não existe posição contraindicada mas a medida que a gestação evolui, é vale a pena buscar aquela que mais se encaixe ao casal.

O primeiro trimestre da gestação costuma vir acompanhando de uma onda de sinais e sintomas que desfavorecem a prática do sexo. No segundo trimestre, há um aumento da irrigação sanguínea na pelve, o que proporciona maior sensibilidade na região genital e pode
aumentar o prazer nas relações sexuais. O terceiro e último semestre, vem acompanhado de uma barriguinha crescida e que estimula a explorar novas posições, como por exemplo, quatro apoios, de lado e com a mulher por cima. O importante é compartilhar seus medos e desejos com seu parceiro e se sentir a vontade para conversar sobre este e qualquer outro assunto com seu obstetra.

Sexo pode desencadear trabalho de parto? Muito cuidado com essa frase! O sêmen contém prostaglandinas, substâncias que favorecem a dilatação do colo do útero. Porém, não há comprovação científica que o sexo pode induzir o trabalho de parto.

Quando evitar o sexo na gestação:
– Placenta prévia (placenta baixa)
– Sangramento vaginal de causa desconhecida
– Incompetência ístimo cervical (colo curto ou insuficiência do colo uterino)
– Risco de parto prematuro
– Alterações do líquido amniótico (da bolsa)

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Dra. Stephani Ruschi