Pós-operatório da cesárea: o que você precisa saber

Pós- operatório da cesárea: entenda quais são os cuidados necessários após o procedimento.

A cesárea é uma intervenção cirúrgica que, em suma maioria dos casos, ocorre quando a primeira opção do parto normal é impossibilidade, quando há riscos para mãe ou para o bebê durante o parto. Apesar disso, a cesárea é a primeira opção para uma parcela de mães e o direito à escolha é garantido por lei no Brasil. 

Esse procedimento pode proporcionar inúmeros desafios, tendo em vista que, a mulher acaba de ser submetida a uma intervenção cirúrgica, sendo assim, também demanda de cuidados pós-operatório, sem falar que ela entra no período de puerpério e ainda tem as responsabilidades que um recém nascido requer.

As fortes dores no pós-operatório podem influenciar negativamente no processo de amamentação e esse ser um novo motivo de preocupação. Importante ressaltar que não existe uma regra que faça com que todas as mulheres tenham fortes dores, algumas lidaram melhor com o procedimento do que outras, principalmente porque a dor é algo relativo e podem existir inúmeros níveis de dores. 

Essa mulher está passando pelo momento mais sensível de sua vida, segurando um bebê nos braços, que inclusive, muitas vezes não consegue aprender a mamar nas primeiras tentativas.

“Mas, afinal, o que fazer em uma hora dessa?”

Há algumas indicações pós-parto que devem ser seguidas para que a recuperação da mãe ocorra da melhor forma possível. 

  1. Uma delas envolve toda a família e amigos, sim, estamos falando da famosa rede de apoio, acionem essas pessoas queridas e que estejam dispostas a cooperar durante essa fase difícil. Adentrando esse universo, uma dica para a rede de apoio é: presenteie os bebês, mas não esqueçam da mãe que também necessita de atenção;
  2. Faça um repouso absoluto por no mínimo quinze dias;
  3. Evite fazer comparações, ou dar palpites como: “você deveria ter escolhido o parto normal”, comentários assim são destrutivos nesse momento;
  4. Faça exercícios, como leves caminhadas, mas não pegue peso;
  5. Não dirija;
  6. Se alimente de forma saudável, coma bastante leguminosas, ovos, peixes, cereais, frutas, etc. Procurar orientações de um nutricionista nesse momento pode ser de grande valia;

Essas são dicas que somadas a todas as recomendações dadas pela equipe médica farão com que a mulher e a criança passem por esse processo de maneira saudável e menos traumática possível.

É importante ressaltar que muitas mães não sofrem por episódios de fortes dores, ou têm resultados diferentes, o que é completamente normal. Esse artigo não tem como intuito amedrontar as futuras mamães, pelo contrário, esse texto é uma forma de apoio para todas as mulheres que passam por esse processo e se sentem invalidadas de alguma forma. Essas mulheres precisam saber que essa não é uma condição permanente, que é algo mais comum do que pensam e que, pedir ajuda de outras pessoas, sendo a rede de apoio ou profissionais da saúde pode ser a melhor decisão para a sua saúde e a de seu bebê.  

Dicas para proteger a criança do sol

Dicas para proteger a criança do sol: o verão está batendo à porta, saiba como proteger os pequenos.

Os cuidados com os pequenos podem ter que ser intensificados dependendo da localização em que a família está inserida, por exemplo, uma família que resida na grande São Paulo terá cuidados diferentes de uma família que more em uma cidade litorânea. 

Em tempos pandêmicos os passeios e idas a praias estão mais restritos, entretanto, ainda sim, é importante falar sobre quais os cuidados necessários para proteger os filhos durante essa época. Elaboramos algumas dicas para proteger a criança do sol

  • Proteção solar

Nos primeiros seis meses de vida o uso do protetor solar não é recomendado, isso acontece devido a alta absorção do produto na pele do bebê. Mas, a partir do sétimo mês, os papais já podem investir em bons protetores solares. 

Evite deixar os bebês com a pele exposta ao sol, opte por roupas frescas e bonés. Para as crianças mais velhas, lembre-se de aplicar vinte minutos antes da exposição ao sol o protetor por todo o corpo e retocar todas as vezes após contato com a água. 

Lembrando que os protetores tem um tempo de duração, duram duas horas após a aplicação se não houver contato com a água. 

  • Repelentes

Os bebês sofrem com as picadas de mosquitos, mas não há muito o que se fazer, somente as opções mecânicas, como uso de véus no carrinho, roupinhas para protegê-los. Referente aos repelentes, médicos afirmam que a indicação ideal para usar seria após o primeiro ano de vida, mas devido a grande incidência de doenças como a Dengue, Chikungunya e a Zika, ou seja, o uso de repelentes pode ser usado com parcimônia a partir dos seis meses de vida. 

  • Evite as temidas brotoejas

Assaduras e brotoejas podem ser recorrentes na vida de uma criança, para evitá-las alguns cuidados extras são necessários. As brotoejas costumam aparecer em decorrência do calor e se, os cuidadores evitam deixar a criança sem roupas, seja para proteger dos mosquitos ou do sol, é importante procurar lugares arejados, com sombra, dentro de casa mesmo e deixar as crianças mais livres. 

Para lidar com as brotoejas, existem inúmeras pomadas específicas para isso, mas especialistas indicam uma dica caseira que funciona muito bem é o amido de milho, basta aplicar o amido nas dobrinhas do bebê, antes da hora da soneca, porque esse é o local onde mais transpiram. 

  • Como manter a hidratação

Essa dica vai para as crianças e para as mamães: beba bastante líquidos, água, sucos naturais, mas nada de refrigerantes, coma alimentos que sejam hidratantes, como, uma melancia. Importante que se o bebê ainda estiver nos primeiros seis meses de vida, onde o mais indicado é que o único alimento seja o leite materno, é papel da mãe buscar hidratação.

Para os bebês mais velhos, que já estão passando pela introdução alimentar, abuse também das frutas da estação.

 

Impactos do uso da tecnologia na vida das crianças

Impactos do uso da tecnologia na vida das crianças: você sabe qual é?

Atualmente a tecnologia faz parte do cotidiano de inúmeros brasileiro, dados, incluídos nessa sociedade estão os jovens, as crianças e também, os bebês. Mas, será que a tecnologia tem um papel de mocinho ou vilão? 

Em um mundo globalizado, que caminha constantemente para novas inovações na área tecnológica, impedir que esses avanços alcancem as crianças pode ser uma tarefa um tanto quanto complicada. Em uma grande metrópole, a cidade de São Paulo por exemplo, experimente levar seu filho até a Avenida Paulista em um final de semana. A quantidade de luzes, de outdoors, de construções que refletem dizeres, frases que incentivam o consumismo são gritantes. É impossível esconder todas aquelas cores de seu filho, até mesmo a seta dos carros paulistanos irão chamar a atenção dele.

Mas, se você acha que por não viver em uma grande cidade está isento dessa proximidade com a tecnologia, está muito enganado. O vilão está mais próximo do que imagina. Agora eu te pergunto, por qual plataforma está lendo esse texto, pelo celular, pelo tablet ou pelo computador? 

Se a sua resposta foi uma das alternativas citada anteriormente saiba que se você tem acesso a essa informação e o seu pequeno também pode ter. 

Com o passar dos dias mais cedo as crianças ganham o seu primeiro celular, esse simples ato pode contribuir pelo surgimento de um consumismo eletrônico, ocorrendo na maioria das vezes incentivado pelos próprios pais, é fundamental para a sobrevivência do mercado. 

Mas a pergunta que não quer calar, existe algum mal em deixar os celulares com as crianças?

A resposta é direta e certeira, sim. O uso excessivo de celulares podem causar danos na saúde, a criança pode vir a desenvolver problemas na visão proeminentes à exposição a luminosidade presente em um celular; também, pode vir a gerar problemas na segurança da criança e da família. Sem falar dos conteúdos que a criança consome, jogos e filmes violentos podem incentivar atitudes nas crianças que os pais gostariam de evitar. 

Lembrando que as crianças são fortemente influenciadas pelos cuidadores, se o seu desejo é que a criança não passe tanto tempo na frente da televisão, do celular, de possibilidades para ela, mostre que o seu lazer pode ser a leitura de um livro, ou uma aventura ao ar livre. Use essa fase da “imitação” para transmitir hábitos saudáveis. 

É importante ressaltar que excluir qualquer meio de comunicação, ou recreação, dessas crianças que já nasceram em um mundo desenvolvido e tecnológico talvez não seja a atitude mais sábia a fazer. Impedir o contato não é possível, atrasar sim.

O papel dos pais em um mundo contemporâneo ganha novas atribuições, se cem anos atrás o objetivo era manter as crianças alimentadas, hoje o intuito é mantê-las alimentadas fisicamente e mentalmente. Para que isso ocorra, é necessário mais do que um jogo de cintura com horários para desenhos, é crucial que os pais entendam que hoje, mais do que nunca, a fundação do caráter é peça chave para uma mente saudável na vida adulta. 

Como entender o choro da criança

Como entender o choro da criança: como saber o que ela quer dizer?

Não importa se você é bilíngue ou um verdadeiro poliglota, aposto que esse idioma você desconhece, estamos falando da língua falada através do choro do bebê. Já posso ouvir os comentários por de trás da telinha como, “que absurdo, esse povo está maluco”, ou frases do gênero. Mas e se eu te disser que existe uma técnica criada para decifrar o choro de um bebê, seja ele um “brazuca” de carteirinha ou até mesmo um coreano recém nascido, você ficaria surpreso?

Dunstan Baby Language é o nome da teoria criada pela Priscilla Dunstan, que propõe que até o terceiro mês de vida, todos os bebês emitem os mesmos tipos de choros, independente da cultura em que estão inseridos. 

A teoria afirma que existem cinco tipos de sons, cada um com um significado, são eles: 

 

  1. O primeiro deles é o som de “neh”, o som é emitido quando a criança está com a língua no céu da boca e seu significado é nada menos do que fome;
  2. O segundo som, semelhante ao anterior, é o “Eh” que significa a presença de gases ou arrotos;
  3. O terceiro tem som de “heh” que aponta para um desconforto, como quando o recém nascido está em uma posição incômoda no berço, mas ainda não tem estrutura suficiente para mover-se sozinho;
  4. O quarto som emitido é “owh” que significa sono, facilmente reconhecido pois o bebê emite outros sinais quando é chegada a hora da soneca, como levar as mãozinhas até os olhos ou o abrir a boca para bocejar; 
  5. Por último, o som de “eairh” significa que o bebê está sentindo cólica, ou até mesmo que ele está altamente irritado. 

 

De acordo com Priscilla, se os pais reconhecerem os sons emitidos e buscarem atender o chamado de seus filhos como citado na teoria, existem grandes chances desses tipos de choros perdurarem por mais meses. Hipoteticamente falando o bebê entende que foi compreendido quando chorou e permanecerá comunicando-se dessa forma. 

Depois de compreendido os tipos de choros, é importante compreender o que fazer para acalmar o bebê. Cada caso requer um cuidado diferente, para o primeiro som o cuidado é simples, busque amamentar a criança em um lugar confortável para a mamãe e para a criança, para que ela se alimente e fique mais calma.

Quando o segundo som aparece e tudo indica que o bebê está com gases, fazer uma massagem na barriga da criança pode auxiliar na melhora da dor, em casos de arroto, posicione a criança em pé e massageie as costas para que ela possa regurgitar. 

Se você está ouvindo o som de “heh” talvez uma simples virada de posição já cesse as reclamações, preste atenção porque esse choro também pode significar umidade, nesse caso basta fazer a higiene adequada, na maioria das vezes, logo após fazer a troca de fraldas o bebê já irá se acalmar.

O quinto e último de choro pode significar irritabilidade, procure saber qual é a causa, seja ela uma cólica, ou até mesmo um outro motivo que foi agravado porque não foi atendido anteriormente. 

 

Rede de apoio: a importância de ter uma

Rede apoio: veja por que é tão importante ter uma 

Se você já é uma mamãe ou papai nível avançado sabem o que significa ter uma rede de apoio e como ela funciona na prática, mas se vocês estão no nível iniciante esse é o texto ideal para vocês.

Em um mundo globalizado, onde pessoas, nações, famílias e amigos podem se conectar em poucos minutos, um dos assuntos mais falados na mídia são sobre doenças mentais e sobre a solidão. Como esses sentimentos e emoções adentram a maternidade e o que fazer? 

A descoberta da vinda de uma criança, propõe um misto de emoções e a preocupação pode ser a principal delas. O medo de não ser suficiente, a insegurança, principalmente, quando se trata do primeiro filho, são os desafios rotineiros que a maternidade carrega. Para lidar com todas essas questões da melhor forma possível, uma rede de apoio se faz tão eficiente. 

Ter uma rede de apoio, grosso modo, é ter um apoio durante e após a gestação. Não necessariamente são pessoas que cuidaram do bebê quando você tiver um compromisso, mas também, pode ser alguém que prepare uma refeição para você, que leve um bolo de laranja e dois ouvidos dispostos a te ouvir desabafar na hora do café da tarde. 

A rede de apoio pode ser composta pela família, por amigos, pelos padrinhos da criança, isso está ao seu rigor. É importante dizer que ter uma rede de apoio não é obrigatório e cabe aos pais decidirem se querem ou não. Os pais não serão dependentes da ajuda dos outros, mas não existe mal algum em aceitar a ajuda alheia.

Na maternidade é comum as mães sentirem-se pressionadas a serem perfeitas, muitas vezes ultrapassando os seus limites físicos e mentais. Entender que essa suposta perfeição nunca será alcançada, porque quando o assunto é criar e educar uma criança, o impossível é excluir as falhas desse processo. O papel dos pais também está relacionado a busca por diminuir a quantidade de traumas e não colocar a criança em um cerco onde nada a atinge. 

Para as mamães que estão dispostas a dar o seu máximo para seu filho, é importante alertá-las que um dia a única meta do dia será manter todo mundo alimentado, porque dar conta de tudo sozinha pode ser o pior pesadelo de qualquer um. E é exatamente por isso que as famosas redes de apoio são tão importantes, é possível  expandi-las também, nas mídias digitais como, grupos do Facebook, WhatsApp ou Telegram.

Uma dica para ter uma rede de apoio participativa e estruturada é alimentar essas relações, seja um bom amigo para os seus amigos que já são pais, dê suporte para eles e seja um bom ouvido para ouvir o que eles têm a dizer. 

A segunda dica é: diminua as suas expectativas referentes à maternidade e à paternidade. Afinal, o título de “melhor mãe do mundo” ou o de “melhor pai do mundo” foi inventado por uma simples jogada de marketing com intuito de vender xícaras.

Doula: você sabe o que essa profissional faz?

Doula: você sabe o que essa profissional faz? 

Ter uma doula ao lado de uma mulher durante o parto pode ser responsável por um parto mais respeitoso .

Muitos casais buscam conquistar o enxoval perfeito, o berço mais confortável, as roupas mais macias e fofas para seus bebês, mas nem todos os pais buscam estudar mais a fundo e se informar antes da criança nascer. 

Através de uma doula, perguntas e respostas que você não fazia ideia, começam a surgir. Desde a escolha sobre qual será o tipo de parto, até mesmo sobre qual será o hospital ou se será dentro de casa. A palavra “doula” de origem grega tem o significado de “mulher que serve”, seu trabalho está ligado com o parto de uma criança, desde a gestação até o pós parto, parte delas são formadas em enfermagem, mas não necessariamente todas essas profissionais são da área da saúde. 

As doulas não ocupam o papel dos médicos ou das enfermeiras, dentre suas funções: propor o suporte em áreas que os outros profissionais não preenchem. São elas as responsáveis por promover um suporte físico, emocional em todas as etapas da gestação e parto.   

O papel de uma doula não é induzir os pais a um parto humanizado, com  muitos pensam por aí, pelo contrário, sua função é apresentar as informações gestacionais mais importantes para que o casal tenha decisões mais assertivas durante este período.

Em um país como o Brasil em que a violência obstétrica está presente em grande parte das notícias que envolvem a maternidade, a falta de conhecimento acerca dos métodos usados, pode ocasionar um medo prejudicial pelo o que pode acontecer durante o parto. O pré-natal somado a encontros com uma doula podem sanar todas essas questões, gerando mais tranquilidade no período gestacional e durante o parto.

 Em momentos tão sensíveis para a mulher, a doula exerce uma de suas maiores funções: dar suporte emocional para a mãe durante todo parto, dando uma possível garantia de que seus direitos e desejos serão respeitados.

Uma questão importante acerca da contratação de uma doula é sobre a escolha do hospital em que irá dar à luz ao seu filho, é necessário buscar informações se o hospital aceita a presença de uma doula, pois ainda existem hospitais que impedem a entrada de duas pessoas, ou seja, os pais acabam tendo que optar entre ter o pai da criança ao lado ou a doula. 

Cada gestação é única e merece todos os cuidados possíveis, longe da linha de pensamento que gerar uma criança é somente lindo, pois é também um grande desafio que pode ser acompanhado de traumas, por isso é tão importante que você a mamãe redobre seus cuidados, que tenha uma rede de apoio comprometida em seu bem-estar e profissionais que busquem pelo mesmo.

Por fim, uma doula não é uma fada madrinha que irá resolver todos os problemas dos pais, mas todas as funções desses profissionais percorrem os mesmos objetivos que é garantir a saúde e segurança de todos envolvidos.

Paternidade: quando o homem descobre que é pai?

Paternidade: quando o homem descobre que é pai?

Muito é falado sobre o peso da maternagem, sobre como cuidar da saúde da mulher após o parto, mas pouco é comentado sobre a paternidade. Mas, afinal, o que muda na vida de um homem após a vinda de um filho?

Quando a mulher descobre que está grávida de imediato ela passa a sentir-se como uma verdadeira mãe, pensamentos como, como ele vai ser, roupinhas fofas, o nome ideal, etc, sem falar que, biologicamente, há uma grande ligação entre o bebê e ela. Mas, e os papais, quando eles desenvolvem essa ligação?

Talvez por não serem eles quem estão carregando seus filhos em seus próprios corpos, que tendem a  reconhecer a paternidade em um momento tardio comparado ao das mães. Isso não significa que se importem menos, ou não amem seus filhos, apenas que a visão de um homem e da mulher é totalmente diferente e individual.

Em uma sociedade patriarcal, frequentemente pais de família tendem a acreditar que assim que os filhos nascem eles precisam trabalhar mais para trazer o sustento para sua residência. Mas, esse ato pode ser um tanto quanto prejudicial, pois o pós parto é, talvez, o momento de maior fragilidade de uma mulher. E é essa a hora de prestar socorro para essa nova mamãe, principalmente, devido ao comum puerpério.

É sempre importante lembrar aos pais que além do puerpério que pode durar em torno de 40 dias, também é possível que a mulher desenvolva uma depressão pós parto. Os papais são peça chave para que esse quadro não ocorra.

Falácias sobre a paternidade são dissolvidas por toda a internet e grupos sociais, por isso é importante que os pais tenham uma rede de apoio que participem ativamente desse processo e reafirmem a eles qual a importância de um pai. Diferente do que é pregado por aí, a paternidade é peça fundamental na criação de um indivíduo. Enganado está quem pensa que uma mulher deve reter todos os deveres e pesos, a mãe já está ocupada em ser uma mãe e tentar assumir o papel dos dois pode levá-la à exaustão física e mental. 

Nosso papel não é reprimir as mães solos, e sim, incentivar a todos os homens a buscarem serem pais. Se não houver uma união entre o casal, é importante que haja um diálogo que procure entender quais as necessidades que a mãe e a criança tem. Em relação a um casal que busca ser uma família, o homem deve ser mais atento às necessidades da mulher. Entender que após o nascimento de uma criança, a mulher deve dar mais atenção a seu filho e esse não é o momento para competir por atenção. 

Uma criança demora no mínimo dois anos de vida para reconhecer que o seu reflexo no espelho é ela mesma, isso não quer dizer que ela é menos ela por ainda não se enxergar. O mesmo acontece com os pais, por mais tempo que demorem para se enxergarem como tal, isso não tira o mérito deles serem pais e terem deveres para com o seu filho. Nada pode isentá-los disso.

Dica do redator: clique neste link  para acessar a cartilha Orgulho de Pai, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação de Enfermagem (PPGE) da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo na área Cuidado em Saúde, com o intuito de promover o envolvimento paterno na gravidez. 

BLW x Introdução alimentar tradicional

BLW: você já ouviu falar da técnica? Se não, fica mais um pouco que vamos te contar o que é, para que serve e como fazer.

O que é a BLW?

Baby-Led Weaning (BLW) é uma técnica de introdução alimentar criada pela autora Gill Rapley, em português significa “desmame guiado pelo bebê”, pelo nome da técnica já é possível entender que foge da tradicional introdução alimentar. Apesar de acompanhar um nome estrangeiro e ser a mais nova tendência entre os pais e cuidadores, essa é uma técnica muito antiga dos povos brasileiros, como os próprios indígenas, e você já vai entender o porquê. 

A técnica do BLW abrange inúmeros hábitos acerca da alimentação, mas o primordial é o ato de ensinar as crianças a comer os alimentos com as mãos do jeito que eles são. Na prática funciona da seguinte forma: em um prato você dispõe de alimentos variados, nos seus respectivos formatos, como brócolis, pedaços de cenoura, chuchu, batatas, frutas em pedaços, deixando que a própria criança escolha qual alimento e qual a quantidade que ela irá comer. 

Muitos leitores podem estar achando a técnica um tanto quanto assustadora, mas estudos comprovam que ela pode gerar inúmeros benefícios para os pequenos, sendo o primeiro deles, o estímulo à autonomia da criança. Isso não quer dizer que ela irá escolher comer doces, ou coisas do gênero, principalmente porque o indicado é que até os dois anos a criança não deve ter contato com açúcar. A autonomia está mais relacionada com a maneira que ela irá lidar com a comida, não necessariamente sobre supostas escolhas erradas. 

É sempre importante lembrar que, independentemente dos pais optarem pela introdução alimentar tradicional ou pelo BLW, são eles os maiores exemplos para os pequenos. A técnica indica que o mais adequado seria comer junto com a família e o que os outros estão comendo, logo, uma boa referência alimentar é uma peça fundamental nesse processo. 

Um dos pontos positivos da prática do BLW, é que ao estimular que a criança coma os alimentos em sua forma original ela tende a aceitar melhor os alimentos, gerando um recorte de uma memória do paladar e da visão, ou seja, além de fazer com que a criança reconheça o alimento você também propõe uma experiência sensorial completa. 

“O bebê não engasga?” 

“BLW é um método seguro?

A princípio, qualquer que seja o caminho de introdução alimentar feito sem os devidos cuidados podem sim, causar engasgos. Isso não quer dizer que o método BLW seja um possível agravante desse quadro. Com relação ao “refluxos” o mais comum é o chamado gag reflex que não chega a ser um engasgo e sim, um reflexo, uma contração involuntária dos músculos da faringe. 

Para impedir que esses episódios ocorram, coloque a criança sentada de forma ereta, evite alimentos que esfarelam com facilidade, não dê alimentos maiores do que o punho da criança e por fim, procure sempre a opinião do pediatra da criança antes de dar início a esse método de introdução alimentar. 

 

Sono do bebê: veja algumas dicas para melhorar o momento

Sono do bebê: como melhorar o momento?

Entre todos os cuidados que criar um filho requer, sem dúvidas, o sono pode parecer com um bicho de sete cabeças.

De início é importante que as mamães e os papais entendam que o sono da criança muda constantemente, ou seja, o sono de um bebê de três meses é diferente de uma criança que já completou um ano. 

Com o nascimento de um filho toda a rotina dos pais passa por uma transformação, mas a de um recém nascido requer o triplo de atenção, pela primeira vez eles estão expostos a um “universo” oposto do qual viveram durante os meses de gestação. Todos os dias o cérebro do bebê passa por inúmeras evoluções e o descanso é importante justamente para que essa evolução ocorra.

O sono do bebê é diferente

O sono para os adultos pode significar apenas descanso, mas para os bebês ganha outros significados. Nos primeiros meses de vida, é durante o sono que o cérebro busca todos os alimentos e nutrientes que o corpo recebe durante as refeições. O sono faz parte de um processo natural de evolução. Para a National Sleep Foundation (Fundação Nacional do Sono) dormir é tão importante quanto ter uma boa alimentação e uma higiene adequada. 

Após entender todos os benefícios que o sono traz para os pequenos, é chegada a hora de entender a quantidade de horas necessárias para cada faixa etária. Um recém nascido passa mais tempo dormindo do que acordado, nas primeiras semanas esse tempo pode ser bem bagunçado e isso é totalmente normal, o tempo de sono de seu bebê irá mudar conforme os meses chegarem. 

Dicas para melhorar a hora de dormir

Pensando em garantir uma boa noite de sono para os bebês, uma dica preciosa é marcar bem os horários do dia, na prática isso significa que você não deve escurecer toda a casa quando for chegada a hora da soneca. Faça com que o bebê entenda a hora do sono noturno e das sonecas diurnas, esse é um passo importante para o desenvolvimento.

Ao acordar pela manhã, tire alguns minutinhos para levar o bebê para tomar um banho de sol, além de ser uma poderosa fonte de vitamina D, vai mostrar para seu filho que o dia começou. À noite, diminua o volume das músicas, da TV, diminua os ruídos da casa, se possível começar a falar mais baixo com seu bebê, tudo isso possibilitará a ele uma percepção maior do tempo e do sono, esse é um momento perfeito para criar um ritual diário.

Se todas essas dicas são meio oldschool para você e já as colocou em prática há muito tempo, mas mesmo assim o sono de seu pequeno ainda é um bicho papão, aqui vão mais algumas dicas:

Sem dúvidas a primeira dica é que nem sempre o choro pode significar fome. Isso acontece muitas vezes porque um ciclo do sono se encerra, a criança desperta e o ambiente estão diferentes, e é por isso que é tão importante colocar o bebê no berço ainda sonolento e acordado, pode ser difícil mas funciona. Quando a criança pega no sono no colo da mamãe, mas no meio da noite acorda e ela não está junto, logo esse é o motivo de um longo choro. 

Conclusão

Muitos livros, principalmente os europeus, ensinam que não deve atender o bebê sempre que ele chora, não existe nada que comprove a eficácia dessa prática ou se causa consequências negativas em longo prazo. Mas, essa pode ser uma prática, um tanto quanto difícil, que os ajude nesse processo.

Independente de qual seja a forma que opte em agir nessas circunstâncias, lembre-se que seu filho usa o choro como uma maneira de comunicação, pode significar fome ou apenas saudades do colo da mamãe. Sejam pacientes e persistam nas dicas, em breve os seus pequenos vão gostar muito mais do quarto deles do que o de vocês. 

Introdução alimentar da criança

 

Introdução alimentar: veja mais sobre o assunto aqui!

Se o seu bebê já passou pelos tão temerosos primeiros seis meses de vida é chegada a hora de falarmos do tão esperado momento de começar a introdução alimentar. Inicialmente, é importante relembrar as mamães e papais de plantão que até os seis meses o bebê deve ter somente o leite materno ou fórmula, se for o caso, como único alimento, de acordo com as indicações do Ministério da Saúde. 

Tendo passado esses seis meses de adaptação e reconhecimento do bebê com o ambiente em que ele está inserido, tanto o organismo dele quanto o cérebro estão em constante desenvolvimento e é esse o momento para começar a introduzir outros alimentos que forneçam nutrientes e vitaminas para que essa evolução ocorra da melhor forma possível.

O início da introdução alimentar, muitas vezes, pode ser frustrante para os pais, já que o bebê não vai devorar e amar os alimentos na primeira oportunidade. De acordo com uma pesquisa feita em campo, boa parte das mães precisam oferecer o mesmo alimento cerca de 8 a 10 vezes, em ocasiões distintas, até ter certeza de que a criança não gostou realmente. 

A introdução alimentar pode ser um processo exaustivo para os cuidadores, mas isso é algo completamente normal e plausível, tendo em vista que em algum momento da sua vida você provou algo que supostamente não gostava e passou a aprovar. Os bebês são exatamente assim, com um “plus” de que estão descobrindo e aprendendo a usar todos os sentidos. 

Para definir quais são os melhores alimentos para começar a introdução alimentar é importante lembrar que os pais têm um papel fundamental nesse processo, por mais que você introduza os alimentos da forma tradicional, com o auxílio de papinhas, em algum momento o seu filho vai pedir e querer o que os pais estão comendo. Com a chegada de um filho, os hábitos alimentares da família devem ser analisados, isso se você quer que seu filho seja uma criança saudável. 

Zero açúcar até os dois anos de vida, pratos variados, cozidos ao vapor, leguminosas, bastante frutas, etc. Todas essas indicações são cruciais para o fornecimento de vitaminas para as crianças. É muito comum que uma criança mude de preferências ao longo da sua infância, não necessariamente um bebê irá manter sua paixão por melancias ao decorrer dos seus dois primeiros anos, por isso mantenha a calma e o pé no chão nesse processo.

“Ah, mas eu já sigo todas as orientações, mas meu filho não quer comer, o que eu faço?”. Essa frase é quase que um mantra no universo dos bebês, para mudar esse quadro é importante buscar alternativas que proponham alterações positivas. 

Esse é o momento perfeito para criar laços entre a criança e o restante da família, leve seu filho para mesa, com auxílio de cadeirões, por exemplo. Busque proporcionar que as refeições sejam prazerosas, quando muito pequeninos os bebês tendem a ser mais inquietos, então leve um brinquedo para mesa e brinque com ele enquanto você leva às colheradas até o destino. Não force nada, seja paciente, cante músicas para chamar a atenção ou faça uma pequena pausa para a criança relaxar, trocar a fralda e depois tente novamente. 

Um recado importante para todas as mamães, os papais ou cuidadores, tenham em mente que a opinião acerca da alimentação dos seus filhos é dever somente de vocês. Esse é o momento para dar ouvidos ao pediatra, nutricionista, aos profissionais da saúde e não a todos que querem dar palpites, muitas vezes errôneos, sobre a alimentação da criança.